Pesquisadores Brasileiros Avançam em Pele Artificial 3D com Alta Semelhança Humana

Pesquisadores brasileiros criam pele artificial 3D inovadora, com três camadas completas, para estudos médicos, tratamentos dermatológicos e redução de testes em animais. Descubra os avanços da biotecnologia na criação de modelos de pele diabética e curativos de última geração.
29 de novembro, 2024
Foto: Getty Images

Modelo in vitro possui 3 camadas do órgão e simula do modo mais parecido doenças e lesões

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um modelo inédito de pele artificial em 3D, nomeado Human Skin Equivalent with Hypodermis (HSEH). Esse avanço, feito com bioimpressão e engenharia de tecidos, inclui as três camadas da pele humana — epiderme, derme e hipoderme — permitindo maior precisão em estudos de doenças, feridas e tratamentos dermatológicos. Além disso, essa tecnologia reduz a necessidade de testes em animais, oferecendo um modelo funcional para o desenvolvimento de medicamentos, cosméticos e enxertos. Publicada na Communications Biology, a pesquisa foi apresentada durante a Fapesp Week Spain, evento focado em parcerias científicas.

Tecnologia 3D na Criação de Pele Diabética e Novos Curativos

Os cientistas planejam expandir o uso da pele artificial para simular condições específicas, como feridas crônicas em pacientes diabéticos. A partir de um acordo entre a Fapesp e a Netherlands Organisation for Scientific Research, o modelo será usado para testar curativos avançados desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e neerlandeses. Essa iniciativa busca reproduzir as características de uma pele diabética vascularizada, com dificuldade de cicatrização e risco de amputações. Esses avanços visam atender demandas globais na biotecnologia, um setor em crescimento acelerado em países como Espanha, Brasil e Holanda.

Biotecnologia em Expansão e Novas Fronteiras Científicas

Além da pele artificial, o setor de biotecnologia avança com projetos como biossensores genéticos desenvolvidos na Universidade Federal do ABC (UFABC). Esses dispositivos monitoram contaminações ambientais, como metais pesados na água, de maneira eficiente e econômica. No cenário global, países como a Espanha têm se destacado, com cerca de 4.5 mil empresas de biotecnologia empregando cientistas e impulsionando publicações científicas em colaboração internacional. Esse progresso reforça a relevância da biotecnologia em resolver desafios médicos, ambientais e industriais, consolidando-a como uma área estratégica e de alto impacto global.