Pesquisadores chineses da Universidade Fudan estão desenvolvendo um método inovador para prolongar a vida útil das baterias de íons de lítio. A técnica consiste em injetar uma molécula específica nas células desgastadas, restaurando sua capacidade de carga e ampliando o número de ciclos de recarga de 1.500 para até 12.000. A descoberta pode transformar o setor de veículos elétricos, reduzindo a necessidade de substituição frequente das baterias e minimizando o descarte prematuro desses componentes.
A degradação das baterias ocorre devido ao acúmulo de “lítio morto”, que reduz gradualmente a eficiência do eletrólito. Para reverter esse problema, os cientistas usaram inteligência artificial (IA) para identificar a molécula LiSO₂CF₃ como a solução ideal. O composto químico se mostrou altamente eficaz na regeneração das células, permitindo que as baterias recuperem sua funcionalidade sem comprometer a segurança ou a integridade estrutural.
Apesar dos avanços promissores, a implementação dessa tecnologia ainda enfrenta desafios. O processo de regeneração gera uma pequena quantidade de gás, e as baterias atuais não possuem válvulas adequadas para sua liberação. Dessa forma, adaptações na estrutura das baterias são necessárias antes que a inovação possa ser aplicada em larga escala. Ainda assim, essa abordagem representa um passo significativo para aumentar a sustentabilidade e a eficiência no uso de baterias de íons de lítio.



